PERIGO: Casal captura e leva ao quartel dos Bombeiros de Imbituba cobra coral após o réptil picar e matar seu animal de estimação
O réptil tinha aproximadamente 70 cm e sua picada matou um cachorro da raça poodle.
Um casal, morador do bairro Arroio, região Norte de Imbituba capturou e levou ao Quartel do Corpo de Bombeiros uma cobra coral, possivelmente do tipo Micrurus corallinus, uma das 11 espécies de cobras venenosas que podem ser encontradas em Santa Catarina.
O réptil tinha aproximadamente 70 cm e sua picada matou um cachorro da raça poodle durante o final de semana na residência do casal que teve a consciência ambiental de levar o animal até o CBM de Imbituba.
Segundo o biólogo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tobias Kunz, que é especialista em Herpetologia, especificamente, são encontrados três tipos de cobras peçonhentas em nossa região: a Jararaca comum (Bothrops jararaca), a Jararacuçu (B. jararacussu), além da Microrus corallinus.
O biólogo ressalta que os dias de muito calor depois de chuvas são os mais propícios para os aparecimentos dos répteis. Sendo a Jararaca e a Jararacuçu mais ativas ao anoitecer.
A ação correta em casos como este, conforme explica o especialista, é manter distância e aguardar até que os Bombeiros ou a PM cheguem com material adequado pra recolher o animal.
Para evitar o aparecimento de animais peçonhentos venenosos, segundo o entendimento de médicos-veterinários, o indicado é apostar em prevenção e tomar muito cuidado. O mais correto, segundo eles, seria evitar, no ambiente, situações que possam gerar esse tipo de ocorrências e não sair “matando cobras”, que além de não vai resolver, traz ainda riscos à pessoa.
O ideal é controlar a quantidade de matéria orgânica no terreno, assim como ração de animais ou alimentos, para que não chame ratos, e os ratos por consequência chamem as cobras.
Em locais com alta incidência de cobras, a dica é murar o terreno, sendo assim, o réptil não tem acesso ao interior da casa.
Kunz destaca ainda que os moradores de áreas próximas a regiões de mata não têm como evitar o eventual aparecimento de serpentes. Portanto, o indicado é ter atenção aos sinais e se prevenir.