“A tecnologia existe, o que falta é vontade de fazer acontecer”; serviço implantado em 2024 foi descontinuado pela atual administração.
O vereador Bruno Pacheco da Costa, líder do bloco PSB/PP na Câmara de Vereadores de Imbituba, voltou a usar a tribuna para criticar a descontinuidade do serviço de telemedicina em Imbituba.
“Imbituba segue sem oferecer telemedicina para a população, enquanto muitas pessoas enfrentam filas, demora e dificuldade até para conseguir atendimento básico. A tecnologia existe, o que falta é vontade de fazer acontecer. Somente duas cidades na região da Amurel não oferecem o serviço, uma delas, Imbituba, o que classifico como uma vergonha”, disparou o vereador ao se pronunciar sobre o assunto na Sessão Plenária realizada na noite da última segunda-feira (25).
O parlamentar do PSB já havia encaminhado ofício, através de Indicação, em junho de 2025, solicitando a reativação do serviço de Pronto Atendimento via Telemedicina no município.
No documento, Bruno Pacheco lembrou que o serviço, disponível para todos os imbitubenses, 24 horas por dia, “disponibilizava médicos pediatras, clínicos gerais e médicos da família para o pronto atendimento em qualquer momento do dia ou da noite, via site da Prefeitura e diretamente da segurança e do conforto da casa do paciente, proporcionando maior resolutividade à demanda e evitando que as pessoas tivessem que se deslocar até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou à emergência do Hospital São Camilo sem necessidade”.
Passado um ano desde o encaminhamento do pedido, o vereador segue cobrando a sua reativação.
“Falo não apenas como vereador, mas como cidadão, como paciente do SUS, como alguém que, como tantos de vocês, já precisou de atendimento médico e sabe o quanto é angustiante enfrentar uma fila de espera, muitas vezes com dor, ansiedade ou insegurança. O serviço era gratuito, acessível e rápido. Uma solução moderna, eficaz e, principalmente, humana”, defende.
“Qual a justificativa? Por qual razão justa se interrompe um serviço que só trouxe benefícios à população? A Telemedicina não substitui o médico presencial, mas evita que um caso simples ocupe um leito, consuma recursos, ou sobrecarregue uma equipe que já vive no limite. Cada atendimento online bem-sucedido era um espaço a mais no hospital para um caso grave. Cada diagnóstico remoto era um alívio para uma família”, complementa.
Bruno Pacheco finaliza apelando ao bom senso, à responsabilidade social e ao compromisso com a saúde pública.
“Que o governo municipal reveja essa decisão. Que retome, com urgência, o serviço de Telemedicina. Façamos isso não por política, mas por humanidade. Imbituba merece avançar e não retroceder”.
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