Projeto de Lei obriga empresas a exigirem comprovação de origem na compra de fios e materiais metálicos em Imbituba
O projeto de autoria do vereador Teko determina ainda que os estabelecimentos mantenham um registro detalhado de todas as transações.
O vereador Frantchescoly de Souza (MDB) protocolou na última semana, na Câmara de Vereadores de Imbituba, Projeto de Lei que pretende endurecer as regras para o comércio e reciclagem de fios, cabos e outros materiais metálicos, como cobre e alumínio, no município.
A proposta estabelece que ferros-velhos, recicladoras, depósitos e demais estabelecimentos do setor deverão exigir nota fiscal ou documento equivalente que comprove a origem lícita dos produtos adquiridos.
O objetivo, segundo o autor, é coibir a comercialização de itens furtados, prática que tem causado prejuízos e transtornos à população e empresas, especialmente no fornecimento de energia e telecomunicações.
O projeto determina ainda que os estabelecimentos mantenham um registro detalhado de todas as transações, contendo:
Identificação do vendedor (nome, CPF ou CNPJ e endereço);
Data da transação;
Descrição dos materiais recebidos;
Cópia da nota fiscal ou documento comprobatório de origem.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada e descumprida, o texto prevê punições que vão desde advertência por escrito até cassação do alvará de funcionamento, passando por multa de até 1.000 UFM (Unidade Fiscal Municipal) em caso de reincidência e suspensão temporária para reincidências graves.
A fiscalização e aplicação das penalidades, de acordo com o PL, serão de responsabilidade do Poder Executivo Municipal, por meio dos órgãos competentes.
Segundo o vereador Teko, a medida busca proteger a cidade contra crimes patrimoniais e dar mais segurança à população.
“É preciso acabar com a facilidade de escoamento de materiais furtados. Exigir comprovação de origem é uma medida simples, mas eficaz para inibir o crime e responsabilizar quem atua de forma irregular”, destacou.
O projeto segue em tramitação na Câmara e, caso aprovado, entrará em vigor após a sanção do prefeito Michell Nunes.