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POLÍTICA

OPERAÇÃO MENSAGEIRO: Prefeito de Imaruí é solto, com ressalvas, mas não precisará usar tornozeleira eletrônica

Patrick estava preso preventivamente desde o dia 27 de abril, quando a Prefeitura passou a ser administrada pelo vice-prefeito Zé Chico (PDT).

Por Holmes Brasil Jr. - Redação Imaruí - SC

Réu na Operação Mensageiro, o prefeito de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos), deixou a prisão nesta quinta-feira (21), por decisão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Patrick é acusado de receber cerca de R$160 mil de propina para favorecer a Versa Engenharia, antiga Serrana. A propina era usada para favorecer a empresa para “ganhar” as licitações de prestação de serviço na cidade. A Versa Engenharia era responsável por fazer coleta de lixo no município.

Patrick estava preso preventivamente desde o dia 27 de abril, quando a Prefeitura passou a ser administrada pelo vice-prefeito Zé Chico (PDT).

Patrick não renunciou ao mandato para o qual foi eleito em 2020, à época pelo PSL. Por isso seu julgamento segue a cargo da segunda instância, já que ele goza de prerrogativa de foro.

A prisão preventiva foi substituída por duas medidas cautelares: afastamento do cargo público por 30 dias e proibição em manter contato com os colaboradores premiados da ação, até que ele receba a sentença. Ele não precisará, portanto, usar tornozeleira eletrônica.

 

Operação Mensageiro

Patrick foi o oitavo prefeito preso a se tornar réu na Operação Mensageiro. Ele teria pedido à empresa pivô da operação um pagamento de R$ 40 mil para quitar valores atrasados do contrato da prefeitura com a companhia para o serviço de coleta de lixo na cidade.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Patrick receberia mesadas de R$ 5 mil entre março de 2021 e maio de 2022. A investigação teria identidicado ao menos oito ocasiões em que o prefeito teria recebido os pagamentos de vantagens indevidas.

Além dos pagamentos mensais, o prefeito de Imaruí também teria solicitado um valor extra no começo de 2021. Após um ano de um acordo feito com a empresa, os valores aumentaram. No voto em que pede a abertura do processo contra o político, a desembargadora responsável pelo processo, Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, escreve que em todo o período investigado ele “teria recebido, em tese, o total de R$ 160 mil de vantagem indevida”.

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