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EDUCAÇÃO

GREVE DO MAGISTÉRIO: Sinte rebate afirmações do governador e considera corte de salário dos professores como ameaça ao movimento

Jorginho Mello disse que irá descontar os dias de paralisação dos professores grevistas e contratar professores ACTs.

Por Holmes Brasil Júnior - Redação Santa Catarina - SC

O governo de Santa Catarina anunciou, neste domingo (28) que irá descontar os dias em que os professores grevistas não estiverem em sala de aula e que irá fazer a contratação de professores temporários (ACTs) para que as escolas voltem a ter ritmo letivo normal.

O anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello (PL) em uma rede social. Ele reforçou que ainda este ano vai ocorrer o concurso para a contratação de educadores efetivos para a rede estadual e que a principal reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) — a descompactação da folha – não pode ser atendida.

Nas decisões, Jorginho disse ainda que a descompactação da folha de pagamento é “absolutamente inviável”. Para o Sinte, a pauta tem como objetivo reduzir a diferença salarial entre os diferentes níveis de salários da categoria.

A greve dos professores tem adesão estimada em cerca de 40% do magistério estadual.

Em vídeo, o coordenador do Sinte, Evandro Accadrolli, o assessor jurídico do Sindicato, José Sérgio Cristóvam, e o economista Maurício Mulinari, rebatem as afirmações do governador Jorginho Mello e anunciam para esta terça-feira (30), quando a paralisação completa uma semana, um ato histórico em Florianópolis, em defesa do magistério catarinense.

“Na noite deste domingo o governador Jorginho Mello veio a público e falou com a categoria, diretamente, pela primeira vez desde o início da greve. Estamos tentando negociar há mais de um ano e lamentamos a escolha do governo em não apresentar nenhuma proposta, além de usar o momento para desinformar a sociedade. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação não merecem o tom de ameaça. Não é uma briga entre sindicato e governo do estado, são pais e mães de família que precisam ser valorizados”, resumem os dirigentes do Sinte.

 

Confira o vídeo completo abaixo:

 

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